SEGUNDA-FEIRA
6 de SETEMBRO de 2010
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Abordagem Leader > ELD Castelos de Côa
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Tendo em conta que a ELD segue na íntegra os parâmetros do Sub programa 3 do Proder, as medidas que compõem a abordagem Leader exemplificam a natureza de intervenção da estratégia adoptada para os Castelos do Côa:
3.1.1. Diversificação de Actividades na Exploração
Objectivos: promover a diversificação da economia rural para actividades não agrícolas na exploração, valorizando e aproveitando as amenidades rurais associadas à agricultura, floresta, espaço não agrícola nem florestal e aos povoamentos rurais (diversificar as explorações) criando novas fontes de rendimento e de emprego, contribuindo directamente para a manutenção/melhoria do rendimento do agregado familiar, assim como para a fixação da população, a ocupação do território e o reforço da economia rural.
3.1.2 Criação e Desenvolvimento de Microempresas
Objectivos: Incentivar a criação e desenvolvimento de empresas nas zonas rurais tendo em vista a densificação / complementaridade do tecido económico e a criação de emprego, contribuindo para a manutenção e revitalização económica e social destas zonas; incentivar a criação de actividades que estimulem o empreendedorismo feminino e dos jovens; formação e aumento de competências específicas para o desenvolvimento dos projectos.
3.1.3 - Criação e desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer
Objectivos: Desenvolvimento do turismo e de outras actividades de lazer como forma de potenciar a valorização dos recursos endógenos dos territórios rurais, nomeadamente ao nível da valorização dos produtos locais e do património cultural e natural, contribuindo para o crescimento económico e criação de emprego.
3.2.1 - Conservação e valorização do património rural
Objectivos: Valorizar o património rural, na óptica do interesse colectivo, enquanto “Museu Vivo” (elementos que constituam um sistema integrado e complementar entre o património construído e o património imaterial e a relação com o espaço físico) como factor de identidade e de atractividade do território, tornando-o acessível à comunidade, no âmbito de uma estratégia de desenvolvimento local.
3.2.2 - Serviços Básicos para a População Local
Melhoria do bem estar e qualidade de vida cujos objectivos se confundem com o aumento da mobilidade e da acessibilidade a serviços básicos que constituem um elemento essencial na equiparação dos níveis de vida e na integração social das populações; criação e desenvolvimento de serviços que contribuam para a conciliação da vida familiar e profissional; criação de serviços ou iniciativas que promovam a interligação com as IPSS, escolas e serviços de saúde e de transportes com o objectivo de promover a necessária adaptação e articulação em ordem às necessidades locais.
A ELD Castelos do Côa inspira-se numa intervenção sintonizada com a Estratégia de Lisboa e os objectivos presentes na Estratégia de Gotemburgo. A estratégia de desenvolvimento local preenche assim os contornos presentes no conceito de inteligência territorial - abordagem agregadora de recursos, conhecimento, abordagem ascendente na resolução de problemas e definição de soluções de desenvolvimento. Fundamentalmente, prosseguir na senda do Desenvolvimento Sustentável insistindo na igualdade de oportunidades e no reforço da dinâmica local, com vista ao incremento da competitividade. É sim desejável dar continuidade às boas práticas adquiridas no território, replicar iniciativas de sucesso identificadas noutras áreas com problemas idênticos e também procurar novas pistas de desenvolvimento. Aproveitar o período de transição entre financiamentos comunitários para efectuar uma análise ponderada do que se pode aprofundar e do que se pode melhorar. É um período de concretização que também permite ganhar um novo fôlego e uma visão renovada do que se pretende para a região potenciando um trabalho de desenvolvimento com 10 anos realizado com, e para as pessoas, sob a coberta do LEADER. Em consequência disso, sugere-se uma intervenção ousada, sem deixar de ser reflectida, para oxigenar o território com novas e boas iniciativas de desenvolvimento integrado.
Aprofundamos o critério de Bem Estar e Qualidade de vida com uma referência à dimensão ambiental e eficiência energética que é abordada levemente nas páginas anteriores. Porque, à luz de uma sociedade cada vez mais responsabilizada, as preocupações ambientais pertencem à agenda contemporânea.
A ruralidade vai necessariamente adoptar um papel cada vez mais preponderante neste re-equacionar do rumo seguido pela civilização ocidental. As conhecidas assimetrias regionais resultaram numa preservação dos recursos naturais. O Êxodo rural foi um factor de preservação dos recursos naturais. Com esta crescente consciencialização ambiental, não será legítimo esperar pelo movimento inverso - Êxodo Urbano? Desde os finais da década de 1990 que o custo e a qualidade de vida nas grandes cidades têm exercido uma forte influência de deslocalização da população dessas cidades para zonas do interior e/ou rurais. A par destas contrariedades, a extensão da banda larga por todo o território tem permitido a profissionais independentes e a teletrabalhadores esta deslocalização para regiões de "baixa densidade". É portanto legítimo esperar que as áreas rurais venham a desempenhar novas funções na organização da sociedade actual. Para além da missão de preservação do equilíbrio ambiental/natural, devem caminhar para assumir um papel cada vez mais significativo na economia, designadamente na economia do conhecimento, a economia sem geografia que privilegia as condições de vida dos seus agentes. Neste particular contexto, o meio rural tem inegáveis vantagens para o qual devemos estar despertos.
A competitividade territorial passa também por aspirar atrair novos residentes. No seguimento deste raciocínio, a componente Ambiente da ELD ganha relevância transversal. Contudo, espera-se que os projectos, ainda que nos diversos domínios de intervenção (agricultura, turismo, serviços básicos à população, património), integrem uma óptica de desenvolvimento sustentável.
TURISMO
Actualmente, o Turismo não se relaciona apenas com os conceitos de férias e lazer pois é cada vez mais reconhecido o facto que a actividade turística, através de uma correcta gestão, planeamento e implementação, pode e deve ser entendida como uma ferramenta para o desenvolvimento social e económico de uma determinada região.
Nesta acepção, e confrontados com a trajectória seguida no passado, o GAL Castelos do Côa considera prioritário enfrentar um conjunto de problemas que dizem respeito à reduzida capacidade de atracção/fixação de turistas na região. Não existindo dúvidas sobre o potencial turístico do território, torna-se indispensável criar argumentos para esbater uma circunstância de território de passagem. A ELD preconiza desde logo a valorização das particularidades dos recursos existentes. Um esforço óbvio de diferenciação para competir num mercado que valoriza a diferença. De uma maneira muito sintetizada, pode-se designar a intervenção na vertente turística da Estratégia como a construção do Destino Castelos do Côa. Fundamentalmente, capitalizar as propostas de qualidade existentes e potenciar o surgimento de novas propostas que beneficiem a oferta global da região. Nesta medida, importa trabalhar a qualidade de todas as componentes de um destino multifacetado, a saber, recursos turísticos (patrimónios), ordenamento do território, infra-estruturas, equipamentos e serviços, sinalética e interpretação, à luz, uma vez mais, das expectativas do mercado. Por força das evidências, a ELD assume o distanciamento físico dos mercados de grande consumo como obstáculo a vencer. Este facto não pode impedir de estar presente nos circuitos comercialização, e nesta medida, o GAL tenciona desenvolver uma gestão articulada na organização do sector no território.
RECURSOS ENDÓGENOS
A estrutura adoptada na área do Turismo serve na íntegra os objectivos traçados para a valorização dos recursos endógenos. Também neste capítulo, surge como prioritário uma aproximação efectiva com o mercado. Qual a vantagem de produzir um vinho excelente se ele não é devidamente promovido, se a sua proveniência não é publicitada? A simbiose entre produto e território, que os franceses tão bem acarinham com a disseminação do termo "produits du terroir"-"produtos da terra", tem de conquistar projecção no mercado, isto é: o território promove os produtos e os produtos promovem o território. Sabe-se que existem oportunidades reais para conquistar espaço no mercado, a região tem exemplos de sucesso e prestígio, pelo que o esforço deverá centrar-se na introdução dos produtos nos circuitos de comercialização. O ciclo encontra-se devidamente identificado, pelo que a ELD, num esforço de coesão territorial, propõe-se potenciar sinergias entre os actores do território para ganhar força junto dos canais de comercialização. Simultaneamente, encorajar a investigação com vista ao desenvolvimento de novas propostas que aproveitem os recursos endógenos. Novas propostas ao nível de propostas inovadoras com a orientação decidida de conquistar segmentos de mercado.
Para a ELD CASTELOS DO CÔA, a ruralidade é percebida como um activo capaz de promover a região.
